Bichos

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ESTREIA da IX Produção da Companhia CertaNo ano em que passam 25 do desaparecimento de Miguel Torga

a partir de Miguel Torga
pela Companhia Certa da Varazim Teatro

Diferentes entre si nas suas particularidades, estes “bichos”, animais e humanos, estão todos na mesma “Arca de Noé”, a terra mãe, irmanados numa luta igual pela vida e pela liberdade.
MIURA -TERRA
A bela escrita telúrica de Torga convida-nos a meditar sobre a terra, os bichos e o sangue que nos envolverá de espanto. Primeiro na terra inventaremos o universo teatral do conto Miura.
VICENTE – ÁGUA
Com Vicente inventamos esta simbólica união de opostos terra e água. Uma estória casa com a outra, inventam pontos de ligação, estratégias de comunhão. “O CORVO leva a Mithra, da parte do sol, a ordem de matar o touro e ele, com pesar, executava a ordem recebida.”

FICHA ARTÍSTICA
• encenação e dramaturgia: José Caldas
• Interpretação: Ana Lídia Pereira, Eduardo Faria, Joana Luna, Paulo Lemos e Sara Maia
• Criação e interpretação musical (ao vivo): Paulo Lemos
• Figurinos:  Joana Soares e José Caldas
• Cenário: José Caldas
• Apoio coreográfico: António Carvalho (Baila Pasión)
• Construção adereços: Artur Rangel
• Desenho de luz: Eduardo Faria, José Caldas e José Raposo
• Produção executiva: Joana de Sousa
• Fotografia: José Carlos Marques
• Agradecimentos: Teatro Art’Imagem

Classificação etária: M/6

Duração aproximada: 60 minutos

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Miguel Torga

nasceu em São Martinho de Anta, Vila Real, Portugal, no dia 12 de agosto de 1907. Ingressou no Seminário de Lamego, mas com 13 anos emigrou para o Brasil, onde trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais. De volta a Portugal, em 1925, cursou o Liceu e em seguida ingressou no curso de Medicina, em Coimbra. Em 1928 estreou na literatura com o volume de poesias “Ansiedade”. Em 1930, ainda na poesia, publicou “Rampa” (1930). Em 1933 concluiu o curso de Medicina e passou a exercer a profissão em sua cidade natal. Em 1941 muda-se definitivamente para Coimbra. Com sua personalidade individualista, não se ligou a nenhuma escola literária, nem manteve contato com os círculos culturais portugueses. Em suas obras Miguel Torga mostra a forte ligação com sua terra natal, com Portugal e mesmo com a Península Ibérica. Reflete as apreensões e angústias de seu tempo. Sua denúncia dos crimes da Guerra Civil Espanhola e de Franco valeu-lhe a apreensão de algumas de suas obras pela censura e mesmo sua prisão pela polícia portuguesa.

Contista, romancista, ensaísta e dramaturgo, escreveu mais de cinquenta obras, entre elas, destacam-se: “Contos da Montanha” (1941), “O Senhor Ventura” (1943), “Libertação” (1944), “Vindima” (1945), “O Paraíso” (1949), “Portugal” (1950), “Poemas Ibéricos” (1952) e “Penas do Purgatório” (1954). Faleceu em Coimbra, Portugal, no dia 17 de janeiro de 1995

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